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É PECADO CREMAR O CORPO APÓS A MORTE?
Iniciado por Marta Villela

É pecado cremar o corpo após a morte?

NÃO. Desde 1973 a Igreja não proíbe a cremação dos corpos.

Anteriormente a Igreja proibia esta prática, pois ela era feita por razões ontrárias à Igreja. Exemplo: escolhia-se a cremação para provar que não há ressurreição dos mortos.

No entanto, Deus é onipotente e ressuscita como Ele quiser. Não há impedimento para Deus.

Atualmente, o Código de Direito Canônico, mais especificamente o parágrafo 3º do cânon 1176, diz o seguinte: “A Igreja recomenda insistentemente que se conserve o costume de sepultar os corpos dos defuntos.”. Isto é, a tradição do sepultamento é muito forte e deve ser preservada.

Para que nos assemelhemos a Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus foi sepultado, os Apóstolos foram sepultados. Jesus ressuscitou dos mortos, deixou o túmulo vazio.

 

Conservação as cinzas

“Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica”.

Segundo o documento, a conservação das cinzas em casa não é consentida. Somente em casos de circunstâncias graves e excepcionais, o Ordinário, de acordo com a CNBB ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser divididas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas.

Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não é permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se, ainda a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objetos.

“Espera-se que esta nova Instrução possa fazer com que os fiéis cristãos tenham mais consciência de sua dignidade de filhos de Deus. Estamos diante de um novo desafio para evangelização da morte”, disse o Cardeal Müller, no lançamento da instrução ainda em 2016.