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Os 4 pilares da catequese católica, baseados na estrutura do Catecismo da Igreja Católica, são o Crer (a profissão da fé), o Celebrar (os sacramentos), o Viver (a moral e os mandamentos) e o Orar (a oração cristã).
Os 4 Pilares Fundamentais
Crer (A Profissão da Fé): É o estudo do Credo, que resume as verdades centrais da fé cristã, a história da salvação e o mistério da Santíssima Trindade.
Celebrar (Os Sacramentos da Fé): Refere-se à liturgia e aos sacramentos, os sinais sagrados instituídos por Cristo para comunicar a graça divina e unir a comunidade.
Viver (A Vida em Cristo): Trata da moral cristã e dos Mandamentos, orientando o fiel sobre como agir com amor, justiça e caridade no dia a dia conforme os ensinamentos de Jesus.
Orar (A Oração Cristã):
Como se comunicar com Deus, tendo a oração do Pai-Nosso como o modelo máximo de entrega e intimidade com o Pai
23 horas atrás
"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontram."
“Esforcem-se para entrar pela porta estreita” (Lc 13, 24)
Perguntaram a Jesus: “Senhor, são poucos os que se salvam?” (Lc 13, 23).
Jesus não respondeu esta pergunta, mas sabemos que a salvação que Ele nos trouxe é para todos: “Eu vim para que todos tenham vida” (João 10, 10). Mas Jesus faz um alerta importante: “Esforcem-se para entrar pela porta estreita” (Lc 13, 24).
Qual seria esta porta estreita?
O que disse Jesus em Mateus 25, 31-46: “entrará no Reino do Pai quem souber amar e servir a Ele nos famintos, sem roupa, sedentos, presos, doentes, estrangeiros.” Por que o amor é a porta estreita? Porque o amor nos leva a sair do comodismo, do egoísmo, do individualismo, da indiferença. Fazer o caminho do amor é passar pela porta estreita. Quem ama (passa pela porta estreita) se salvará.
Alguns tentaram questionar a Jesus dizendo: “Nós comíamos e bebíamos em sua presença e tu ensinastes em nossas praças… Não sei de onde são vocês” (Lc 13, 26-27). A resposta é forte, dura. Ou seja, se a gente não amar e não servir, de nada adiantará as outras coisas que fazemos na Igreja.
A minha oração, a minha participação na Missa, na adoração eucarística, na procissão, não me levar a amar e a servir os excluídos e marginalizados, tudo perderá sentido diante de Cristo.
Jesus então faz outra declaração que nos provoca e nos leva a fazer uma séria revisão de vida: “Afastem-se de mim, vocês que praticam a injustiça” (Lc 13, 27). Não tem como ser de Cristo e praticar a injustiça; não tem como ser de Cristo e ser indiferente, omisso diante das injustiças; não tem como ser de Cristo e colaborar com quem faz a injustiça.
Ele nos falou pelo Profeta Isaías: “Não suporto injustiça junto com solenidade” (1,13). Ou ainda: “Quando vocês erguem para mim as mãos, eu desvio o olhar. Ainda que multipliquem as orações, eu não escutarei. As mãos de vocês estão cheias de sangue” (1, 15).
Não podemos cometer, aceitar, apoiar as injustiças. O Papa Francisco nos ensinou que “não é saudável que nos habituemos ao mal. Faz-nos mal permitir que nos anestesiem a consciência social”. O Papa Francisco nos ensinou que não poderemos deixar as injustiças que ferem e que matam acontecerem e a gente fazer de conta que está tudo bem ou afirmar que combater as injustiças não tem nada a ver com a vivência de nossa fé cristã católica.
Sugiro que possamos traduzir a fala de Jesus “afastem-se de mim, vocês que praticam a injustiça” para o positivo. Possamos escutar Jesus nos dizendo: “Aproximem-se de mim, vocês que praticam a justiça”. Imaginemos Jesus repetindo para nós o que está no livro do Profeta Isaías: “Aprendam a fazer o bem, busquem o direito, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva.
Dom José Ionilton Lisboa de OliveiraBispo Prelado de Marajó (PA)
1 dia atrás
OS SÍMBOLOS DOS QUATRO EVANGELHOS
Segundo a tradição cristã, os quatro animais vistos por Ezequiel no meio de sua “carruagem” são símbolos proféticos dos quatro evangelistas:
o HOMEM representa SÃO MATEUS;
o LEÃO, SÃO MARCOS;
o TOURO, SÃO LUCAS;
e a ÁGUIA, SÃO JOÃO.
A tradição cristã, segundo a qual os quatro animais vistos por Ezequiel no meio da “carruagem” são símbolos proféticos dos quatro evangelistas, aparece pela primeira vez em obras de Santo Irineu de Lyon, escritas por volta do final do séc. II.
No tratado Contra Heresias (III 11, 8), seu interesse é demonstrar a existência de apenas quatro Evangelhos autênticos sobre a vida de Cristo, em contraposição aos muitos evangelhos gnósticos que ele busca refutar.
Quer provar ainda que os quatro foram profetizados no Antigo Testamento.
No Salmo 79, 2: “Tu que estás sentado sobre os querubins, manifesta-te”.
O querubim de quatro faces visto por Ezequiel no capítulo 10: “O Verbo que é o artífice de todas as coisas, o qual está sentado acima dos querubins e tudo contém, tendo-se revelado aos homens, deu-nos o Evangelho quadriforme, unido [porém] por um único espírito” (MG 7, 885B).
Em seguida, afirma que o LEÃO, símbolo de São João, representa o poder do Verbo na criação e no governo do mundo;
o TOURO, animal do sacrifício sacerdotal, simboliza Lucas, cujo evangelho começa com um sacerdote, Zacarias;
o HOMEM simboliza São Mateus, que começa por uma genealogia humana;
e a AGUIA simboliza São Marcos, que começa “com espírito profético vindo do alto aos homens […], dizendo: ‘Início do Evangelho de Jesus Cristo. Conforme está escrito no profeta Isaías’ […], por esta razão fez um anúncio tão compendioso como apressado, pois é profético este caráter” (MG 7, 888A).
Santo Agostinho acolhe a explicação simbólica dos animais, sem citar nomes.
Como os três primeiros animais andam na terra [i.e., não voam], estes três evangelistas se ocuparam sobretudo das coisas que Cristo fez na carne […]. Ao passo que João sobrevoa como águia as nuvens da debilidade humana, e contempla com os olhos mais agudos e firmes do coração a luz da verdade imutável [i.e., a divindade de Cristo] (ML 34, 1047).
Esse trecho se refere à crença, comum no mundo antigo, de que as águias seriam capazes de olhar diretamente para o Sol.
É a São Jerônimo que devemos a consolidação da tradição, tal como a preservamos até hoje, de que o homem, o leão, o touro e a águia simbolizam respectivamente Mateus, Marcos, Lucas e João. No prólogo de seu comentário ao Evangelho de São Mateus, ele escreve:
Que estes quatro Evangelhos tenham sido pronunciados desde muito antes, também o livro de Ezequiel o prova, no qual a primeira visão é assim descrita: “No meio, aparecia uma semelhança de quatro seres vivos […]. O seu semblante era assim: rosto de homem pela frente, e face de leão à direita, em todos os quatro, face de touro à esquerda, em todos os quatro, e face de águia nos mesmos quatro” (Ez 1, 5.10). O primeiro rosto, de homem, significa Mateus, que começa escrevendo, ao parecer, sobre um [simples] homem: ‘Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão’ (Mt 1, 1); a segunda [face], Marcos, em quem se ouve a voz de um leão a rugir no ermo: “Voz do que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’” (Mc 1, 3); a terceira, de touro, prefigura o evangelista Lucas, que começa escrevendo sobre o sacerdote Zacarias; a quarta, o evangelista João, que, tendo tomado penas de águia, e lançando-se às alturas, fala do Verbo de Deus (ML 26, 19BC).
Essa ordem é repetida à risca, e pelas mesmas razões, por São Gregório Magno no início do quarto sermão sobre Ezequiel (cf. Hom. IV 1, in Ez 1, 10: ML 76, 815A). Jerônimo reafirma o significado profético da visão referindo a presença de quatro animais no capítulo 4 do Apocalipse: “Estão cheios de olhos, e não cessam, dia e noite, de dizer: ‘Santo, santo, santo é o Senhor Deus onipotente, o que era, que é e que vem’” (Ap 4, 8).
“A Visão de Ezequiel”, por Rafael.
Os animais na carruagem em Ez 1, assim como o querubim em Ez 10, são descritos “cheios de olhos”. São Jerônimo repete o que foi dito por Irineu: “Por tudo isso se vê claramente que se hão de acolher somente os quatro Evangelhos, enquanto os cantos fúnebres dos apócrifos hão de ser cantados mais pelos mortos, [isto é], pelos hereges, do que pelos vivos, [isto é, pelos homens] da Igreja” (In Matth., prol.: ML 26, 20A).
15 dias atrás
O SACRAMENTO DO PERDÃO
Objetivo: Entender que o perdão que damos e o perdão que recebemos nos trazem vida nova.
Onde há perdão, amor, comunhão e bem-querer há alegria.21 Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
22 Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.
A confissão é o sacramento de misericórdia de Deus.Leitura Orante Lucas 15, 11-32 - Parábola do Filho Pródigo
oração do Pai-nosso."Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido" (3x)
Confissão é a acusação dos próprios pecados e humilde pedido de perdão a Deus (Lc 15,21)
“O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.”
Na confissão é necessário seguir os seguintes passos:Exame de Consciência - examinar nossa vida e perceber nossas falhas (Lc 15,17)
"Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!Arrependimento - reconhecer humildemente os pecados e os erros que fizemos. Sentir pesar pelos erros, pedir perdão e desejar mudar (Lc 15,18)
Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Bom propósito - decisão de mudar de vida e fazer algo para reparar o mal
Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
Penitência - gestos e palavras de perdão que o sacerdote dá em nome da Igreja
Rezar o ato de contrição conforme orientação do sacerdote
Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido, porque sois bom e amável. Prometo, com a vossa graça, fazer o possível para não mais pecar. Meu Jesus, misericórdia!
No Sacramento da Penitência ou Confissão fazemos a experiência da misericórdia de Deus, da alegria do perdão e do desejo de participar deste Sacramento frequentemente.
17 dias atrás
A caridade que esquece e cura
“Só o perdão liberta e traz de volta a luz, mesmo ali onde a pobreza material e moral do homem, por um momento, tornou o horizonte sombrio e o caminho incerto”, sublinhou o Santo Padre, comparando o perdão a um vento favorável, capaz de afastar até as nuvens mais densas e permitir que o sol volte a brilhar. Como exemplo, citou a experiência de São Pedro, que negou e abandonou Jesus durante a Paixão, mas, ao reencontrá-lo ressuscitado às margens do lago, ouviu apenas uma pergunta: “Simão, tu me amas?”, acompanhada do convite: “Segue-me!”. Era como se tudo recomeçasse, observou o Papa, quase como no dia do primeiro encontro. A confirmação da missão do primeiro dos Apóstolos foi, assim, marcada por uma caridade “que esquece e cura”.
Por fim, Leão XIV pediu a intercessão da Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, para que ajude os cristãos a perdoar sempre, mesmo quando é difícil dar o primeiro passo, e a difundir “a luz serena e curativa do amor que vence o ódio e desarma todo o rancor”.
18 dias atrás