Boas-vindas!
Olá! Nós agradecemos sua visita. Por favor, sinta-se livre para explorar nosso blog!
Internet Explorer
O Internet Explorer não é mais suportado. Por favor, atualize para um navegador mais moderno.

A PORTA ESTREITA
Iniciado por Marta Villela

"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontram."

“Esforcem-se para entrar pela porta estreita” (Lc 13, 24)

Perguntaram a Jesus: “Senhor, são poucos os que se salvam?” (Lc 13, 23).

 Jesus não respondeu esta pergunta, mas sabemos  que a salvação que Ele nos trouxe é para todos: “Eu vim para que todos tenham vida” (João 10, 10). Mas Jesus faz um alerta importante: “Esforcem-se para entrar pela porta estreita” (Lc 13, 24).

Qual seria esta porta estreita?

O que disse Jesus em Mateus 25, 31-46:  “entrará no Reino do Pai quem souber amar e servir a Ele nos famintos, sem roupa, sedentos, presos, doentes, estrangeiros.” Por que o amor é a porta estreita? Porque o amor nos leva a sair do comodismo, do egoísmo, do individualismo, da indiferença. Fazer o caminho do amor é passar pela porta estreita. Quem ama (passa pela porta estreita) se salvará. 

Alguns tentaram questionar a Jesus dizendo: “Nós comíamos e bebíamos em sua presença e tu ensinastes em nossas praças… Não sei de onde são vocês” (Lc 13, 26-27). A resposta é forte, dura. Ou seja, se a gente não amar e não servir, de nada adiantará as outras coisas que fazemos na Igreja.

A minha oração, a minha participação na Missa, na adoração eucarística, na procissão,  não me levar a amar e a servir os excluídos e marginalizados, tudo perderá sentido diante de Cristo. 

Jesus então faz outra declaração que nos provoca e nos leva a fazer uma séria revisão de vida: “Afastem-se de mim, vocês que praticam a injustiça” (Lc 13, 27). Não tem como ser de Cristo e praticar a injustiça; não tem como ser de Cristo e ser indiferente, omisso diante das injustiças; não tem como ser de Cristo e colaborar com quem faz a injustiça.

Ele nos falou pelo Profeta Isaías: “Não suporto injustiça junto com solenidade” (1,13). Ou ainda: “Quando vocês erguem para mim as mãos, eu desvio o olhar. Ainda que multipliquem as orações, eu não escutarei. As mãos de vocês estão cheias de sangue” (1, 15).  

Não podemos cometer, aceitar, apoiar as injustiças. O Papa Francisco nos ensinou que “não é saudável que nos habituemos ao mal. Faz-nos mal permitir que nos anestesiem a consciência social”. O Papa Francisco nos ensinou que não poderemos deixar as injustiças que ferem e que matam acontecerem e a gente fazer de conta que está tudo bem ou afirmar que combater as injustiças não tem nada a ver com a vivência de nossa fé cristã católica.  

Sugiro que possamos traduzir a fala de Jesus “afastem-se de mim, vocês que praticam a injustiça” para o positivo. Possamos escutar Jesus nos dizendo: “Aproximem-se de mim, vocês que praticam a justiça”. Imaginemos Jesus repetindo para nós o que está no livro do Profeta Isaías: “Aprendam a fazer o bem, busquem o direito, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva.

 

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira
Bispo Prelado de Marajó (PA)