JESUS VEIO PARA PERDOAR E SALVAR
Objetivo: Corresponder ao amor misericordioso de Jesus que perdoa e salva.
O perdão nos traz vida nova.
Todos nós já passamos por sofrimentos. Nos momentos de dor, é inevitável perguntarmos: Por que eu?
Muitas vezes nos sentimos culpados ou culpamos outras pessoas. Nesses momentos, raiva, confusão e vergonha se misturam. Superar isso exige não explicar a dor, mas sentir que a comunidade pode dar-nos apoio e o perdão perante nossos limites.
Perdoar faz bem. Você merece dar o perdão. Aplicando a regra número 1:. perdoar para ser perdoado
Na oração do Pai Nosso pedimos: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido)
Perdoar é o modo mais sublime de crescer e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar
Leituras:
A mulher adúltera – João 8, 1-11
Zaqueu - Lucas 19, 1-10
Quantas vezes perdoar? Mateus 18, 21-22
Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24.deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Mateus 5, 23-24
Instituição do Sacramento da Confissão ou Reconciliação
A instituição do sacramento da Confissão ou Reconciliação é fundamentada principalmente em João 20:23, onde Jesus diz aos apóstolos: "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".
passagens sobre o poder de ligar e desligar (Mateus 16:19 e Mateus 18:18), a parábola do Filho Pródigo (Lucas 15), e a exortação de Tiago 5:16 para confessar os pecados
SACRAMENTO DA PENITÊNCIA OU CONFISSÃO
Por meio desse sacramento, o próprio Deus nos oferece o seu perdão É o próprio
Cristo quem perdoa através do Padre, In Persona Christi
. Da parte de Deus, o perdão; da nossa parte, a mudança de vida e o regresso a Ele.
Embora o Batismo tenha apagado todos os nossos pecados, o original e os pessoais, a nova vida recebida no Batismo não suprimiu a fragilidade e a fraqueza da natureza humana, nem mesmo a inclinação ao pecado. A essa má inclinação, a tradição da Igreja chama de “concupiscência”.
“Os atos do penitente são como que matéria deste sacramento”. Esses “atos” compreendem-se: o arrependimento, a confissão e a penitência. No caso dos dois primeiros atos (arrependimento e a confissão), trata-se de matéria essencial para a validade do sacramento. No caso do último (a penitência), a sua ausência não invalida o sacramento, porém, o torna não totalmente íntegro. Com relação à forma, essa é mais simples de perceber. Seguindo o mesmo padrão dos sacramentos já mencionados até aqui, a forma consiste naquelas palavras de absolvição pronunciadas pelo ministro após o penitente dizer os seus pecados: “Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.
Algo muito importante a ser lembrado é que o pecado, mesmo que pessoal, fere também a Igreja, uma vez que o pecador tem responsabilidade perante ela. São João Paulo II, na sua Exortação Apostólica Reconciliação e Penitência, fala do “pecado social”: “Todo o pecado se repercute, com maior ou menor veemência, com maior ou menor dano, em toda a estrutura eclesial e em toda a família humana.
Qual é a matéria do sacramento da Confissão?
A princípio, para que possamos responder a essa dúvida, precisamos fazer uma breve distinção entre as chamadas matéria remota e matéria próxima. A matéria remota diz respeito a todo e qualquer pecado cometido após o batismo. A confissão só pode ser realizada mediante a apresentação de um pecado cometido após o batismo, ainda que não seja um pecado grave. A matéria próxima, por sua vez, está relacionada aos atos do penitente.
Temos então três atos:
1) a contrição - A contrição é "uma dor da alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro" (Cf. CIC, n. 1451). Sem o arrependimento do penitente, não se pode conceder a absolvição, uma vez que inexiste a matéria. Precisamente por isso que não é possível confessar um pecado do futuro, ou seja, pedir perdão antecipadamente por um roubo premeditado para o próximo mês. A dor, portanto, é necessária. Porém, não se deve confundir essa dor com um sentimento. O significado aqui é outro. Consiste num repúdio ao ato cometido e num firme propósito de não mais pecar – o que chamamos de contrição perfeita
2) a confissão - A confissão é a exteriorização dos próprios pecados. Os penitentes têm a obrigação de se acusarem perante o sacerdote, enumerando "todos os pecados mortais de que têm consciência" A confissão e a contrição fazem parte da matéria essencial do sacramento.
3) a satisfação visa a reparação do mal cometido. Não é parte essencial do sacramento, mas integra todo o corpo. Se um padre deixa de impor alguma penitência, esta confissão não deixa de ser válida.
Quando não se tem certeza sobre a existência ou não do pecado, o penitente deve necessariamente apresentar alguma falta antiga, mesmo que já a tenha confessado, para que a confissão se torne válida. Isso porque a confissão de um ato qualquer sobre o qual não se assegura a consumação do pecado não constitui matéria para o sacramento.
O mais importante na confissão é o aumento da graça santificante. Quando nos confessamos recebemos a graça de Deus em nosso coração, que, por sua vez, nos livra das feridas do pecado.
NO CENTRO DO PERDÃO ESTÁ DEUS QUE NOS ABRAÇA, NÃO A LISTA DE PECADOS E NOSSA HUMILHAÇÃO.
A confissão é um "sacramento da alegria", na verdade uma "festa", no Céu e na terra. Era como se o Papa Francisco olhasse nos olhos de cada um dos jovens que o acolheram, para convidá-los a viver o Sacramento da Penitência de uma nova maneira. E o que o Sucessor de Pedro lhes disse foi um conforto não só para os presentes, mas para todos os que acompanharam aquele encontro pela televisão ou pela internet, ou apenas leram o discurso papal.
Em primeiro lugar, o Papa indicou no sacramento "o remédio" para os momentos da vida em que "estamos para baixo". E à pergunta de uma jovem, Petra, que lhe perguntou como seus amigos poderiam "superar os obstáculos no caminho para a misericórdia de Deus", ele respondeu com outra pergunta: "Se eu lhes perguntar: o que vocês pensam quando vão se confessar? Estou quase certo da resposta: nos pecados. Mas os pecados são realmente o centro da confissão? Deus quer que você se aproxime dele pensando em você, nos seus pecados ou Nele?"
"A maneira cristã", disse Francisco, "começa com um passo atrás, com o retirar-se do centro da vida para dar lugar a Deus. No centro do Sacramento da Penitência não estou mais eu, humilhado com uma lista de pecados - talvez sempre os mesmos - para serem recontados com dificuldade ao sacerdote. No centro está o encontro com Deus que acolhe, abraça, perdoa e eleva.
"Não se vai à confissão", explicou o Papa aos jovens, "como pessoas castigadas que têm que se humilhar, mas como filhos que correm para receber o abraço do Pai. E o Pai nos levanta em cada situação, nos perdoa cada pecado. Ouçam bem isto: Deus sempre perdoa! Vocês entenderam? Deus sempre perdoa". Não se vai a um juiz para acertar contas, mas "a Jesus que me ama e me cura".
Francisco aconselhou os sacerdotes a "sentirem-se" no lugar de Deus: "Que se sintam no lugar de Deus Pai que sempre perdoa, abraça e acolhe. Damos a Deus o primeiro lugar na confissão. Se Deus, se Ele é o protagonista, tudo se torna belo e a confissão se torna o Sacramento da alegria. Sim, da alegria: não do medo e do julgamento, mas da alegria".
O novo olhar sobre o sacramento da penitência proposto pelo Papa pede para não permanecer prisioneiros da vergonha dos próprios pecados -- mas a superá-la porque "Deus não se envergonha de você. Ele o ama bem ali, onde você tem vergonha de si mesmo. Ele o ama sempre". Para aqueles que ainda não conseguem se perdoar acreditando que nem mesmo Deus pode fazê-lo "porque eu sempre cairei nos mesmos pecados", Francisco diz: "Quando Deus se ofende? Quando você vai pedir-lhe perdão? Não, nunca. Deus sofre quando pensamos que Ele não pode nos perdoar, porque é como dizer a Ele: 'Você é fraco no amor'... Mas Deus se regozija em nos perdoar, toda vez. Quando ele nos levanta, ele acredita em nós como fez da primeira vez, não se desanima. Somos nós que nos desanimamos, Ele não. Ele não vê pecadores para rotular, mas filhos para amar. Ele não vê pessoas erradas, mas filhos amados; talvez feridos, e então Ele tem ainda mais compaixão e ternura. Toda vez que nos confessamos - nunca nos esqueçamos disso – há festa no céu. Que seja o mesmo na terra!" Não é o Papa Francisco, mas o Evangelho, onde se lê sobre o pai que espera ansiosamente o filho pecador, continuamente examinando o horizonte, e mesmo antes que ele tenha tempo de se humilhar, detalhando meticulosamente todos os seus pecados, Ele o abraça, o levanta e faz festa com ele e para ele.