Há pecados maiores e pecados menores. Os maiores são os de malícia; os menores, os de fraqueza.
No adultério, o sujeito que, seduzido pela vizinha, traiu a mulher, houve um pecado de fraqueza.
No pecado de Judas Iscariotes, que traiu Jesus, não havia nenhum instinto natural que o fizesse entregar Jesus. Ele o fez por malícia.
Portanto, os pecados de fraqueza derivam de tendências, fraquezas, paixões e desejos que foram mais fortes que a vontade. Não que o sujeito perdesse a liberdade. Se a tivesse perdido, se fosse completo escravo desses impulsos, não haveria pecado.
A maior parte dos pecados são de fraqueza, atesta o Padre Paulo Ricardo, com sua experiência no confessionário.
Os pecados angélicos (os demônios são anjos), são sempre maliciosos. O pecado de Adão e Eva, a soberba, foi um pecado de malícia ensinado por Satanás.
O 1.º Mandamento, portanto, trata justamente da raiz de todos os pecados, que é a soberba, a criatura que se coloca no lugar do Criador. Um pecado malicioso desordena toda a vida. Mas fica sempre o consolo: Deus quer nos perdoar. Enquando estivermos vivos. Por isso, renovemos o nosso arrependimento. Coloquemos Deus, fonte da nossa felicidade, onde Ele sempre deve estar: no topo.
“Vós sois meu Deus. Para onde iremos? Só tu tens palavras de vida eterna” (cf. Jo 6, 68).
Deus é Deus, e Ele pede o nosso amor, porque só serão felizes aqueles que o amarem.
Superstição, adivinhação e idolatria
Superstição, adivinhação, cultos pagãos ou satânicos, invocação de espíritos e sacrilégio são pecados graves contra o 1º Mandamento, pelos quais o ser humano tenta ocupar o lugar de Deus.
O Primeiro Mandamento serve para que as pessoas saibam que tem um Deus, nosso ser, nossa existência pertence a Ele e está voltada para Ele. É uma relação necessária entre Criador e criatura, entre Senhor e servo.
No entanto, o homem, invertendo a ordem das coisas, quer muitas vezes que Deus o sirva. E aí entramos no aspecto mágico do pecado (coisas ilusórias) . Ora, magia é aquilo que o homem faz para controlar poderes que lhe são superiores. Até na oração precisamos colocar a vontade de Deus acima da nossa.
Nossas orações devem colocar uma observação: se for da Sua vontade, Senhor. Deus sabe o que realmente nos faz bem.
Lembremos da oração do Pai-Nosso, dizemos: “[...] seja feita a vossa vontade”. Primeiro a vontade de Deus.
A superstição, que se encontrava, antigamente, dentre as pessoas mais rudes, os chamados pagãos. Mesmo os que se convertiam, mantinham hábitos e crenças supersticiosas.
A Igreja — seguindo a orientação de São Gregório Magno [2] muitas vezes usa de tolerância certos costumes, quando não constituem um ato supersticioso ou idolátrico; pois não há nestes casos impulso pecaminoso e pagão de colocar Deus a serviço do homem.
É pecaminoso e pagão o desejo de se adivinhar o futuro. Está certo o ditado popular: “o futuro a Deus pertence”.
É pecado grave todas as práticas de adivinhação como: jogar cartas, lançar búzios, ler a palma das mãos, consulta a feiticeiros, bruxaria, magia branca, magia negra, candomblé, umbanda, macumba, reiki, vudu, cabala, Nova Era, jogo do copo etc. Também é pecado usar a Bíblia para tentar saber o futuro.
Claro que Deus pode dar o dom da profecia e fazer-nos revelações. Mas, não queiramos forçar Deus a dizer mais do que Ele quer.
Deus também nos proibiu de invocar espíritos. Podemos rezar em favor das almas que estão no Purgatório ou pedir a intercessão de pessoas que acreditamos que estão no Céu. Num caso e em outro, porém, essas almas continuam sempre onde estão. Elas jamais vêm nos visitar
Os espíritas acreditam na reencarnação.
Nós, católicos cremos na Ressurreição.
O espiritismo nos leva a uma falta de seriedade para com a vida, pois, para eles, sempre haverá uma nova chance. Mas isso é falso. Lemos claramente na Carta aos Hebreus (9, 27s) que ao homem está decretada uma única morte.